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Pesquisa analisa políticas de cooperação de Brasil e Angola e aponta caminhos para a relação entre países do Sul


Os programas de Angola e Brasil da Christian Aid – em uma ação que tem como questão central a Cooperação Sul-Sul – apoiaram uma pesquisa conjunta publicada na semana passada. A pesquisa foi realizada pelo PAD (Processo de Articulação e Diálogo), parceiro brasileiro da Christian Aid. O documento se baseia nas alianças já existentes entre organizações da sociedade civil e movimentos sociais de ambos os países e visa influenciar a construção de um modelo alternativo e mais humano do desenvolvimento.

Também tem como objetivo fornecer elementos para aprofundar o debate, para abrir o caminho para novas vias de cooperação, incluindo outras vozes e para gerar práticas mais democráticas na proposição de políticas para alianças entre o Brasil e Angola.

Rosário Advirta, gestora do Programa de Angola e Mara Luz, representante da Christian Aid no Brasil, apontam que este primeiro inédito estudo conjunto entre os dois programas “contribuirá para o debate sobre o papel da participação da sociedade civil no debate sobre a cooperação internacional para o desenvolvimento e a importância de construir e consolidar espaços horizontais de interação entre movimentos e organizações sociais dos dois países”.

Brasil, Angola e Sul-Sul

O estudo aborda questões relativas à política de cooperação brasileira e angolana e as extrapola, trazendo contribuições para reflexão sobre a cooperação entre países do Sul. “A pesquisa nos possibilitou conhecer melhor a política de cooperação brasileira e a partir dai perceber sua fragilidade, especialmente pela ausência de um marco legal que a regule. Essa constatação nos desafia a aprofundar o debate sobre a questão, com vistas a contribuir para a democratização da política externa brasileira. Um aspecto que algumas redes tem levantado e que precisa ser fortalecido é o da transparência quanto a aplicação de recursos, do BNDES”, exemplifica Fatima Nascimento, coordenadora do ELO Ligação e Organização e responsável pela pesquisa através da parceria com o PAD. 

Julia Esther Castro França, secretária executiva do PAD, afirma que o estudo contribui para compreender a reconstrução das práticas democráticas no Brasil e em Angola: “Embora distantes geograficamente, os dois países, em graus distintos, se caracterizam pelo grande crescimento da economia e a enorme desigualdade. Possuem um passado comum de ex-colônias portuguesas e um mesmo desafio de reconstruir suas práticas democráticas: em Angola no pós-guerra e no Brasil pós-ditadura militar, e transformar esse ambiente econômico favorável em ganhos reais para parcelas maiores de suas populações”, aponta Julia no texto de introdução do documento (leia na íntegra abaixo).

Fátima explica que as conclusões do estudo apontam para a busca de uma agenda da sociedade civil para o aprofundamento do diálogo sul-sul. “Embora a pesquisa tenha se concentrado na cooperação com Angola, as conclusões se aplicam a cooperação brasileira com qualquer outro país. E, na nossa concepção, essa agenda deve se pautar, como apregoa os estatutos internacionais, pelo respeito a autodeterminação dos povos e aos direitos humanos”, explica.

 Veja a Pesquisa em português

Veja a Pesquisa em inglês


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